Leia, pense e questione

arquitetura, arte e suas implicações na sociedade

Agora na revista
Artigos

QUALIDADE DA HABITAÇÃO DA POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA

Por S.A.A. Revista28 de maio de 20232 min de leitura
QUALIDADE DA HABITAÇÃO DA POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA

Historicamente, com a migração do homem das zonas rurais para as cidades, a demanda por novos bairros e habitações cresceu, o que levou a ocupação desordenada do solo, dando surgimento aos cortiços e favelas, sem prévio planejamento urbano.

O descaso de setores governamentais em relação as condições precárias das moradias da população de baixa renda, possui grande influência na saúde física e mental dessa população, que é maioritariamente composta por negros.

Não há políticas públicas, em larga escala, com o objetivo de adequar as moradias auto-construídas e o espaço urbano em que estão inseridas. As habitações de interesse social e a auto-construção tendem a se transformar em zonas de exílio para a população de baixa renda, distantes do local de trabalho e das regiões centrais que dispõem de melhor infraestrutura.

Em geral, as políticas habitacionais dão preferência a novos empreendimentos nas periferias, padronizados e de baixa qualidade, com redução do tamanho das unidades, dos níveis de desempenho, deficiência de ventilação e altos níveis de insolação; ignorando pontos importantes para arquitetura, como os aspectos climáticos de cada região, ergonomia e especificidades projetuais. Essas fragilidades, são questões comuns nas moradias da população de baixa renda, sendo possível ainda relacionar, a baixa qualidade dessas habitações ao grande número de doenças respiratórias, dentre elas, a Covid-19.

Espaço publicitárioAnuncie aquiFaixa horizontal 728 × 110

É imperativo a existência de normas e programas nacionais voltados para a melhoria da qualidade da construção de habitações para essa população de maneira mais abrangente, já que a qualidade da habitação é fator decisivo no que tange a contribuição para a sustentabilidade social.

Entretanto, investimentos em novos empreendimentos de habitação, não são suficientes para fazer com que a habitação se torne acessível, mas também permitir que os imóveis existentes sejam ocupados, considerando que em qualquer projeto é possível fazer algo pelo meio-ambiente e pela sociedade, dentro do orçamento disponível.